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Último Podcast (15 Julho 2017)

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Entrevista com Daniel Catarino

Daniel Catarino

A Scene Called Barcelos

A Scene Called Barcelos

Entrevista: The Twist Connection

The Twist Connection

Entrevista com Bed Legs

Bed Legs

Emissão em Direto (Sádado 12-15)

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É um dos tesouros quase perdidos da música barcelense, este primeiro trabalho dos Kafka, datado de 1997. Até porque ele marca também a cena barcelense da década de ’90, caracterizada por uma estética densa e sombria.

Kafka

O álbum ‘Ab! Surdo’ foi todo gravado e misturado em apenas seis horas, tudo no mesmo dia – 12/12/1997;
Originalmente editado em cassete. Este formato tinha uma capa em papel de alumínio e as cassetes eram também elas prateadas. Tinham um ‘K’ colado no exterior (na caixa de plástico) e eram envolvidas por um pequeno livro com os textos das músicas;
Com este trabalho, a banda ganhou um prémio nacional, atribuído pelo Jornal de Notícias em 1998, no âmbito da iniciativa promovida pela ‘Deixe de Ser Durode Ouvido 97′; O tema ‘fürchte dich nicht (manifesto anti-nazi)’ foi editado em duas compilações: ‘Santos da Casa’ ( CBEv, 1998) e ‘Promusica’ (Promusica, 2000).

A banda era então formada por Filipe Miranda (baixo e voz), Tiago Esteves (guitarra), José Moutinho (guitarra), Ricardo Falcão (bateria), e Lisete Santos (voz).
“Ab Surdo” foi gravado no estúdio AMP, em Viana do Castelo e contou com a produção de Paulo Miranda e da própria banda.

Temas incluídos:
1. A Estranheza Da Alma (1:19)
2. As Minhas Mãos / Jack (4:54)
3. Fürchte Dich Nicht (Manifesto Anti-Nazi) / Christo (10:00)
5. Je Suis Un Serf (7:51)

As letras são da autoria de Filipe Miranda (The Partisan Seed, Was An Outsider, Villa Nazca) e são estas:

A ESTRANHEZA DA ALMA > a estranheza da alma inserida no caos | faz da introspecção da mente corpórea | o querer do doido que vagueia só | em praças vis repletas de gente | a miséria em si constrói a sua miséria | estamos expressamente proibidos de falar | logo somos bruscamente interrompidos | pelo abrir da porta que se revela inútil | o nosso ódio é condensado e rotulado | em pequenas latas de dor febril | e cada vez mais fábricas
abrem | para projectar e montar o espectáculo | as cortinas de veludo abrem-se de par em par | e eu necessito apenas do meu corpo despido | para representar o mártir atado por cordas | por outros corpos despidos que se arrastam | eles arrastam-se pelo palco em drama | e todos aqueles loucos presentes | no auditório elevam os seus gritos | ao total sacrifício da carne | e culminam num desmaio colectivo | asmático de loucura

AS MINHAS MÃOS / JACK > anel de fogo | traz-me a paz | as minhas mãos | podem senti-la | sr. jardineiro | a árvore falou! | estarei louco ou não?

FURCHTE DICH NICHT > fürchte dich nicht | o corpo de hitler | rasgado nas ruas de israel
Este tema, ao vivo, tinha um poema bastante extenso, apenas disponível nas antigas gravações de concertos. ||| This is just a fraction of the original poem. This song had a more extended version in concert, one can only hear on some of the old live recordings.

CHRISTO > dá-me o teu corpo | mesmo em sangue, quase morto | para a minha fuga | deste asilo de loucos | dá-me a tua sede | para eu sentir na pele | o fogo do inferno | a nossa viagem segue | dá-me o teu silêncio | que arde do puro incenso | dá-me a tua alma | perdi a minha, faz-me falta | quero é sentir | o que é ser algo de inteiro | vibrar de doer | eu quero arder em silêncio | christo / daímon | silêncio

JE SUIS UN SERF > je vous dis que vous pense | que je suis un serf | la force est dans le coeur du serf | je crois dans les personnes du monde | et dans le plein mer | j’entend ton coeur | mais personne m’entend | les eaux turbulant me ont dis | “tu n’est pas impartial, | tu est la voix du monde!” | dans le commence le verb | a la mer crier: | je suis un serf!

KAFKA
PT (Barcelos) /// 1997-2005: O colectivo musical português que usou como seu o nome de Kafka, teve uma carreira de oito anos na qual deixou um legado de vários discos, incluindo participações em compilações de bandas, vídeos e a memória de entrevistas, concertos e bandas-sonoras para performances artísticas. O grupo separou-se em 2005, uns meses após um último concerto em Outubro de 2004 no Auditório S.Bento Menni, em Barcelos. Já não existe como banda, embora alguns dos membros continuem a fazer música e a colaborar regularmente. Mais recentemente, em 2011, reuniram-se para um concerto único, no Festival Milhões de Festa, em Barcelos.

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