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São barcelenses, antes chamaram-se Angelica's Mercy e actualmente são os La La La Ressonance. Um dos colectivos mais estimulantes de sempre da música alternativa macional, aqui na fase The Astonishing Urbana Fall, ao vivo no dia 25 de Agosto de 2000, no Festival Ilha do Ermal, em Vieira do Minho.

The Astonishing Urbana Fall

1. Intro (0:25)
2. Ink (4:47)
3. Wrauph+Vesterong+Victoria City (5:17)
4. Man Makina (2:54)
5. Restless Day (4:06)
6. Tutsuo (6:18)
7. Tüva (6:02)

Os The Astonishing Urbana Fall (TAUF) não são uma espécie de fénix renascida das cinzas dos Angelica's Mercy, mas antes a sua mutação seguinte. A formação era rigorosamente a mesma com Paulo Araújo (saxofone), Pedro Nuno (guitarra), Jorge Aristides (bateria), Ricardo Cibrão (guitarra) e André Simão (baixo e voz). A diferença fundamental é que depois da entrada do Paulo, a banda experimentou uma nova abordagem estética e resultou. Não só os músicos se identificavam mais com a nova orientação musical, como o público reagiu bem à mudança ou ao choque do primeiro impacto. Nasciam os TAUF e a primeira grande erupção do vulcão barcelense.

A primeira materialização dos TAUF em registo acontece com a célebre maqueta (ou álbum nunca editado) de 9 temas que surpreendeu toda a gente que a ouviu. Foi gravada no estúdio AMP em Viana do Castelo, com a produção do conhecido Paulo Miranda. Pouco tempo depois a banda apresentou este trabalho integralmente ao vivo no T'Quila Bar em Gandra (Esposende) reproduzindo ao vivo o que havia sido registado em estúdio. Não restavam dúvidas: os Angelica's Mercy eram passado. Os 9 temas acabaram por não ser editados, mas 4 deles chegariam ao público no célebre EP “Acetaminophen”, numa edição da famalicense Deixe de Ser Duro de Ouvido e actualmente praticamente impossível de encontrar. Isto foi em 1996 e este trabalho era quase uma obrigação, depois do ruído que a banda conseguiu gerar em seu redor. 1996 foi o ano em que a banda apresentou o seu espectáculo desconcertante e até provocador por diversos palcos, como o Cais do Rock (Póvoa de Varzim), Festival Rock de Matosinhos (onde se sagraram vencedores), IV Festival de Paredes de Coura (onde abriram o evento e deixaram toda a gente de boca aberta com um dos mais marcantes concertos de toda a carreira) ou ainda Vilar de Mouros. A banda vai sendo cada vez mais falada e apontada como uma das maiores esperanças da música portuguesa alternativa, ao ponto de serem primeira página do jornal Blitz. Ainda antes da edição de “Acetaminophen” a banda descarta uma das guitarras, com a saída do Pedro Nuno, que viria a integrar os This Isn't Luxury.

As críticas positivas ao EP de estreia chovem literalmente de todos os quadrantes e a banda goza de uma exposição crescente. Fruto disso, tocam no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, na apresentação dos Prémios Blitz, e rumam a Londres, para tocar no Clube Orange – e ainda antes de subir ao palco, para levar um susto centralizado na falta de normalização da velha Albion no que toca, também, às tomadas eléctricas. Ainda em 1997 tocaram, entre outros locais, nas Festas da Cidade de Lisboa, no Festival Regresso Às Aulas (Braga) e na Bienal de Vila Nova de Cerveira. Em jeito de curiosidade, refira-se que, para dar uma maior densidade musical nas guitarras ao tema “None (Pain Version)”, chegaram a convidar para tocar ao vivo Pedro Cabanas (Fucklore) e Miguel Gomes (Oratory).

O ano de 1998 assistiria à edição de “Iconolator”, mais um EP que surpreende novamente pela estética diferente do trabalho de estreia. Mas esta absoluta falta de linearidade era uma das características mais estimulantes dos TAUF. Daquela sala de ensaios ali no limite norte da Rua Dr. Manuel Pais saíam temas como uma linha de produção idealizada por Henry Ford. O volume era tal que eram apresentados apenas 1 ou 2 vezes ao vivo. A frustração de ver perecer belos temas tão precocemente era compensada pela apresentação de outros novos, cada um mais surpreendente que o outro. Já com os elementos com funções repartidas por vários instrumentos, há dois concertos memoráveis em Barcelos: um no original Cellos Rock, na Praceta Sá Carneiro, e outro integrado nas Festas das Cruzes, com os Coldfinger. Mariano Dias era desde o célebre concerto de Paredes de Coura um elemento chave nas apresentações ao vivo, dotando toda a estética dos TAUF de um conceito muito próprio. Os concertos tinham frequentemente aspectos cénicos que, tal como a música, raramente eram repetidos e muitos deles eram concebidos para determinados espaços em particular. O mais estimulante em cada concerto dos TAUF era a sensação de ser todo um concerto novo de cada vez que a banda se apresentava ao vivo. Nenhum concerto era igual a outro e todos tinham uma história diferente para contar, ao ponto de ainda hoje imensas pessoas se lembrarem de determinados detalhes em alguns concertos em particular. O último EP, de nome “Rhizome (Prelude)” é uma edição de autor de 2002 e teve duas edições: uma em digipack e outra numa caixa de lata. Foi gravado no estúdio Oops. em Barcelos e nesta altura a banda já integrava Ana Araújo (voz), Gil Teixeira (samples e teclas) e José Arantes (samples e violoncelo), para além dos músicos já referidos. Era altura de esperar pacientemente pela edição de um álbum, o que nunca viria a acontecer. Os TAUF sofrem nova mutação e quando parecia que o colectivo se desintegrara, surge mais um projecto surpreendente: La La La Ressonance. Os TAUF também eram passado.

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