Christine – uma sedutora fatal de rodas e cromados

July 30 2009 No Commented

Esta entrada não contém spoilers
christineEsta semana voltei a ver o Christine. Vi-o pela primeira vez em 1984, no cinema. Depois disso, já perdi a conta às vezes que o vi em casa. Em média vejo-o uma vez por ano, sempre com o mesmo entusiasmo da primeira vez, qual miúdo a ver pela milésima vez o mesmo episódio dos Irmãos Koala. Claro que há coisas que ajudam, logo a começar pelo “Bad To The Bone” de George Thorogood & The Destroyers. O filme é baseado num livro do mestre Stephen King e realizado pelo mestre John Carpenter. O livro e o filme não são iguais, mas isso pouco importa. É parecido. É um filme de terror, mas é antes disso um thriller. Arrepiante, sublinho. Não contém representações asfixiantes, nem é preciso. O protagonista é um Plymouth Fury de 1958, um clássico americano. Adorava ter um carro daqueles. Eu que nem gosto de carros, sou doido por esse modelo e pelas banheiras americanas dos anos ‘50. Nem todas. Acho o Cadillac Eldorado um exagero. Mas este Plymouth (divisão da Chrysler) é um carro com carisma. No filme, é mais do que isso, é um carro assassino. Ou uma. Na verdade, o carro é uma. Bem, o carro é o próprio diabo com alma feminina. Não é um diabo de saias, mas um diabo de rodas com coração feminino. Que mata quem não lhe for fiel ou quem se interpuser no caminho. O Christine… ou a Christine não é para brincadeiras. Ninguém a consegue destruir, nem mesmo a ausência de grandes técnicas de efeitos especiais em 1983. John Carpenter é habilososo e mostra-nos esta sedutora de rodas a moldar a sua própria aparência. O filme é excelente. O ambiente é típico da série B, negro, assustador, intrigante. A Christine é de tal forma sedutora e perigosa que nos faz gostar de um velho Plymouth Fury de 1958 vermelho e branco. Já era um carro de culto e passou a sê-lo ainda mais. A Christine fez o Herbie parecer um maricas. A Christine já me fez investrir imensas vezes uma hora e cinquenta minutos da minha vida. A assustar-me. A divertir-me. A desejá-la. Fica-se sem saber se ela vai sozinha matar quem não gosta ou se ao volante vai o fantasma do seu antigo proprietário. Da mesma forma, fica-se sem saber se o melhor amigo e a namorada do último proprietário a conseguiram matar, transformando-a num bloco de aço esmagado. Duvido. A Christine não morre com acções deste mundo. A Christine é demasiado má para morrer como nós. A Christine não morre. Nós é que morremos de amores por ela.

TorqueOmata124Resumo: “Nasceu em Detroit … numa linha de montagem de automóveis. Mas não é um carro qualquer. No interior do seu chassi esconde-se o próprio diabo. Christine – um Playmouth Fury de 1958 -, vermelho e branco, tem um insaciável desejo de vingança, capaz de gelar o sangue a qualquer um e de destruir todo aquele que se mete no seu caminho. Seduz Arnie Cunningham (Keith Gordon ), um rapaz de 17 anos, apaixonado por aquelas linhas estilizadas e curvilíneas… Este automóvel exige uma devoção absoluta e incondicional, e se alguém tenta intervir, transforma-se logo em mais uma vitima da ira incontrolável de Christine.”

Titulo Original: Christine
Titulo Português: Christine, O Carro Assassino
Titulo Brasileiro: Christine – O Carro Assassino

Ano: 1983
Realização: John Carpenter
Argumento: Stephen King
Actores: Keith Gordon, John Stockwell, Alexandra Paul, Harry Dean Stanton, Kelly Preston, Robert Prosky
Géneros adicionais do filme: Drama, Fantasia, Mistério, Thriller

Aqui fica o trailer de cinema:

E este já mostra alguma coisinha mas não deixa spoilers:

E pronto, se quiserem ver o filme, a solução será procurar uma edição por aí. Ou então… vocês sabem onde.

Leave a Reply