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A exiguidade do mercado, a censura e a sangria da guerra colonial favoreceram a atrofia, o subdesenvolvimento e a desactualização do mercado e da produção nacionais. No final dos anos 70, quando o estúdio de gravação passou a ser entendido e utilizado como um novo tipo de instrumento musical, não havia em Portugal um gravador multipistas capaz de alçar a criatividade da época ao nível do som «internacional» que a rádio continuava a propagar - e mesmo que tivéssemos a máquina, não haveria técnicos habilitados a trabalhar com ela. A canção de intervenção pós-25 de Abril, os grandes sucessos de Paulo Alexandre e Marco Paulo, o rock português, tudo isso, enfim, foi, portanto, mais ou menos feito com os meios e dispositivos humanos, materiais (e até conceptuais) que estavam em vigor dez anos antes no meio anglo-americano. - Jorge P. Pires, Expresso, 29/05/1999

VALENTIM DE CARVALHO - ESTÚDIOS DE PAÇO DE ARCOS

A Valentim de Carvalho iniciou a sua actividade de gravação no início dos anos 30, no primeiro andar da histórica loja da Rua Nova do Almada, destruída no incêndio do Chiado. Em Janeiro de 1963 inaugurou-se o novo estúdio de áudio em Paço de Arcos, uma instalação pioneira por onde passaram os maiores nomes da música portuguesa e que significou um investimento invulgar para a época.

Tó Pinheiro da Silva entrou para engenheiro de som dos Estúdios VC, em Paço de Arcos, no ano de 1980, onde conheceu nomes como José Fortes e Hugo Ribeiro.

Em 1988 os preços eram de 7200 (est.2) e 9500 (est.1). À noite e aos fins-de-semana  passava para 11500 (1) e 10300 (2).

Em 1990 foi criado o estúdio e a produção de vídeo e foi construído um novo estúdio de som com base em tecnologia "Sound State Logic".

Gravaram no estúdio os nomes ligados à Valentim de Carvalho. Aconteceu o mesmo com as gravações da editora Fundação Atlântica devido à relação especial com a VC. Também gravaram aí Pop dell'Arte, Croix Sainte ou Mão Morta.

ESTÚDIO RPE / ANGEL STUDIO

Em 1979, o maestro Fernando Correia Martins convidou José Fortes para ir gravar no estúdio RPE - Rádio Produções Europa que estava um caos. O estúdio estava falido e era "um buraco".

Fortes aceitou o desafio de remodelar o estúdio e criar condições profissionais que permitissem fazer-se boas gravações. Nascem assim os estúdios Angel Studio do qual viria a ser sócio.

O álbum "Ar de Rock" de Rui Veloso foi o primeiro a ser gravado na mesa de 24 pistas do estúdio RPE. O single "Robot" dos Salada de Frutas também foi aí gravado.

O disco "Por Este Rio Acima" foi gravado no Angel Studio. Também gravaram aí nomes como José Afonso, Lena d'Água e Júlio Pereira e artistas da Polygram (Taxi, Heróis do Mar,  Mler Ife Dada, etc...).

Eram dois estúdios autónomos. O Angel Studio I ficava na Rua D. Fuas Roupinho, 50 A e o II estava localizado na Rua da Centieira,35. Em 1988 os preços por períodos de 4 horas eram de 16 contos (I) e 26 contos (II). Aos fins de semana e feriados reduziam para metade. Os preços eram mais elevados à noite.

O Angel studio associou-se à Valentim de Carvalho no início dos anos 90.

ESTÚDIOS ARNALDO TRINDADE/RÁDIO TRIUNFO

Em 1969, José Fortes foi convidado para dirigir os estúdios de Lisboa da Rádio Triunfo. Onde esteve cerca de 10 anos.

Neste estúdio gravavam os nomes da editora Orfeu/Rádio Triunfo. Moreno Pinto foi um dos técnicos ligados a estes estúdios.

Fernando Albuquerque, director do estúdio Arnaldo Trindade, depois Rádio Triunfo, concedeu um estágio de seis meses com salário mínimo a um jovem Paulo Junqueiro que aparecera lá a convite de Jorge Barata. “Eu era o assistente do assistente do assistente, Fazia tudo: ia buscar os cafés, levava as fitas, limpava o chão e o Moreno Pinto começou por me fazer a vida negra, porque queria lá meter um amigo”. Em 1981, Jorge Barata atrasou-se para o trabalho e quando chegou ao estúdio, já Paulo Junqueiro tinha gravado 12 fados com António Chainho. “Fiz tudo em quatro horas”. “Mas eu era ambicioso. Queria ser bom. O Jorge Barata levou-me para o meio, mas foi o Moreno Pinto, depois das reticências iniciais, que me ensinou tudo. Ele foi decisivo na minha vida. Foi um grande mestre. A ele devo a base de conhecimentos que me acompanharam pela vida – técnicos e humanos".

MUSICORDE

Fica em Campo de Ourique. No verão de 1979 Eugénia Melo e Castro gravou neste estúdio uma maqueta de quatro originais que se destinavam ao seu primeiro álbum. A edição em CD, com o nome de "Recomeço", inclui na capa um documento da editora.


Em 1971 Rui Remigio entrou para a RDP e no ano seguinte foi convidado para trabalhar no estúdio Musicorde, pelo Alberto Nunes (dono e sócio). Publicidade radiofónica, José Carlos Ary, ranchos folclóricos e bandas filarmónicas. Grava nomes como Táxi, Lena D´Água ou Trovante. Depois há uma grande deriva para a Valentim de Carvalho, que é quando aparecem os primeiros produtores portugueses

Discos de Zeca Afonso, Paulo de Carvalho, de revista ou dos La Batalla de Pedro Caldeira Cabral. Mais tarde foram gravados vários discos da Ama Romanta incluindo a compilação "Divergências". Em 1988 a equipa técnica era formada por Rui Remigio, Fernando Santos e Alberto Nunes. A gravação directa com duas pistas estéreo era a 2000 escudos. Era mais 500 escudos no caso de oito pistas.

NAMOUCHE

Tó Pinheiro da Silva entrou para estes estúdios em 1983. Usavam uma tecnologia diferente, a do áudio para video que permitia trabalhar em pós-produção. Aí trabalhavam nomes como Guilherme Inês e José da Ponte. Também trabalhavam muito em publicidade.

 Depois de ter estado no Brasil, Paulo Junqueiro ainda regressou a Lisboa, mas desentendeu-se com Fernando Albuquerque quanto à construção dos novos estúdios da Namouche e no dia 13 de Junho de 1985 partiu definitivamente para São Paulo.

O single "Barcos Gregos" dos Xutos foi gravado, em Fevereiro de 1986, nos Estúdios Namouche. "Bairro do Amor" de Jorge Palma e "A Preto e Branco" de Fausto também lá foram gravados.

Em 1988 tinham dois estúdios a funcionar em Benfica, um com 24 pistas e outro com 8. O estúdio de Campolide já estava desactivado. Os técnicos eram Tó Pinheiro da Silva, João Pedro Leitão, João Magalhães e Luís Oliveira. Os preços eram a 3.5 contos/hora no de 8 pistas e 8.5 contos/hora no outro. Entre as 18 e as 24 horas era cobrado mais 25%, 50% se fosse de noite e 100% aos fins-de-semana e feriados.
Como Namouche surgiu em 1984, mas o estúdio começou a trabalhar em 1968/69/70. “Nessa altura pertencia a uma editora, a Rádio Triunfo, que entretanto compra o estúdio da Arnaldo Trindade. Em Janeiro de 1986 o Zé da Ponte comprou o estúdio em Campolide, funcionou durante 6 meses, mas o volume de trabalho era tanto que teve que comprar também o estúdio situado na Estrada da Luz, 26-B. Recolheu todo o espólio do material de Campolide e passou a ser só para produção de publicidade (fonte:Arte Sonora nº4, 2008).

TCHA TCHA TCHA

Em 1986, Ramón Galarza criou a TCHATCHATCHA, empresa de produções musicais com estúdios próprios de gravação. Os dois estúdios ainda se mantêm.

O álbum "Muito Obrigado" dos Ocaso Épico foi gravado (a prestações) neste estúdio.

AURASTÚDIOS

Estúdio de Paços de Brandão fundado por Fernando Rocha (ex-FM).

AIKSOM

Estúdio do compositor e produtor e Ricardo Landum.

XANGRILÁ

O estúdio já existe desde os anos 70. Luís Pedro Fonseca começou a tomar conta do estúdio a partir de 1985.  Gravaram no estúdio nomes como Zeca Afonso, Fausto e Sérgio Godinho. Mais recentemente passaram por lá nomes como Madredeus, Mísia ou Rao Kyão. Outros dos nomes que se mantém ligado ao estúdio é Jorge Barata.

FORTES & RANGEL

Estúdio do Porto fundado por José Fortes em 1962. Ainda existe.

MATOS DE OLIVEIRA

Estúdio ligado à Metro-Som situado na Rua Carlos Mardel, 5-2, Lisboa. Mais pequeno que o estúdio Gravisom. Virado para o apoio dos músicos da música ligeira.  O preço por hora, em 1988, rondava os 3 contos.

DISCOSSETE

Nos estúdios da Discossete gravaram os nomes da editora.

EDIT STUDIO

Ficava situado na Cidade da Amadora. Da equipa técnica de destacava-se os ex-Beatnicks Ramiro Martins e Mário casanova.

ESTÚDIO MIDI

Rua Dr. Faria de Vasconcelos, 4A- Lisboa

Em 1988, a equipa técnica era constituída por Manuel Cardoso, Pedro Luís e Pita. O preço era de 3 contos/Hora havendo ainda preços especiais para maquetas "não comercializáveis de músicos e grupos independentes.»

ESPÍRITO SANTO

Ficava na Av. 25 de Abril, Almada. Ligado ao UHFsom. Da equipa de técnicos faziam parte Pedro Banha e Luís Espírito Santo (à época elemento dos UHF). O preço por hora era dos mais baratos, 800 escudos ou metade em caso de artistas individuais.

HIPOLAB

Ficava situado na Rua da Torre, nº5 em Oeiras. Um dos seus proprietários era Renato Júnior dos Barbarella. Em 1988 já tinham gravado vários singles e uma banda sonora portuguesa. 1500 escudos era o custo da hora de gravação. Permitia o ensaio durante 8 horas seguidas ao preço de 1.000$00.

POLYCORD

Ficava na Pr. João do Rio, 8, 1 ºEsq, em Lisboa (ao Areeiro).

GRAVISOM

Estúdio criado em 1988 por Mato Oliveira. Situava-se no Bairro da Encarnação.

AMP

O estúdio AMP foi montado por Paulo Miranda em Viana do Castelo. O seu proprietário orgulha-se de ter sido ali que foi registado, em 1988, o primeiro CD português para uma independente: o "Riso e o Sizo" de Félix.


O disco "Cerco" foi gravado no estúdio 16 de Manuel Cardoso.

“Estivemos um ano em negociações para entrar para a EMI, mas atrasaram aquilo de tal maneira que nós tivemos de gravar um disco em 15 dias, num estúdio tão pequenino que a bateria teve que ser gravada no Rock Rendez-Vous, à tarde”, explica o guitarrista.


Sérgio Castro fundou em 1983 o primeiro estúdio de multipista da cidade do Porto. E em 1987 abriu em Vigo um dos mais importantes estúdios de gravação da Espanha, desenhado e construído pela equipa do famoso engenheiro acústico británico Philip Newell. Três anos depois seria alvo de uma inundação.


O disco "Os dias da Madredeus" foi gravado na antiga Igreja de Xabregas.


Os Salada de Frutas gravaram na Holanda. As Doce também gravaram no estrangeiro. Os Taxi gravaram nos estúdios Pick Up Studios e misturam nos Chameleon Studios de Hamburgo.


Em 7 de Junho de 1988, o jornal Blitz publicou um especial Estúdios de onde foram retirados alguns dados.
OUTRAS FONTES:

Manuel Faria
Tó Pinheiro da Silva
Antes é que eram
Revista Ritual
Blitz
Net

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