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Os Pinhead Society eram a Mariana na voz, o Nuno na bateria, a Joana no baixo e o André na guitarra. A capa desta cassete é da autoria de André Ruivo. A demo foi gravada no estúdio-gar, em Julho de 1995, sendo misturada por Jorge Imperial e pelos Pinhead Society. É uma edição ds Bee Keeper.

1. (0:28)
2. Their Problems (2:07)
3. Orange Puke (3:52)
4. Lazy Girl (2:34)
5. Special Meeting After Lunch (4:25)
6. Headache (2:27)
7. Wedding Ring (0:45)
8. The Puddle Without Frogs 4:22)
9. Happy End (3:58)

Sobre os Pinhead Society:
A magia do espírito indígena está de regresso à trompa…lá do fim da década de 90.
Para reavivar esse espírito, inclinei-me para “Kings of our Size”, uma pequena doçura desse Portugal perdido pelo fim do milénio; disco perdido algures entre as edições do ano de 1998 – perdido não, certamente. Corre-se “Kings of our Size” de uma ponta à outra e o sentimento de surpresa, com tamanha sinceridade, tamanha ingenuidade provocada por uma juventude cheia de vontade e sangue na guelra, é indesfarçável: bons momentos com Pinhead Society.
De existência meteórica como tantos outros projectos da moderna música portuguesa, os Pinhead Society foram – infelizmente – pouco mais do que um ar que se lhes deu; cheio, intenso, promissor, do nascimento à edição, daí à extinção, quase sem se dar por ela…
Apenas com este álbum editado (mais uma cassete pela Bee Keeper e o CD-S da caixa “Tripop”, repartida com os Azul em Chamas e os Monsterpiece – pelo menos), os Pinhead Society conseguiram criar o burburinho suficiente capaz de lhes conferir por momentos a auréola de salvadores da via indígena do rock alternativo luso. Tinham razão; mas também se enganaram, a pressão pareceu demasiada. Ainda assim, Mariana Ricardo (vocalista, guitarra, hoje nos München), Joana de Sá (baixo), Nuno Pessoa (bateria) e André Ferreira (guitarra), ofereceram-nos este fresco e marcante “Kings of our Size”, um disco capaz de dar ao rock alternativo uma cor pop, arrastando consigo um conjunto de melodias simpaticamente apaixonantes, serenamente acamadas na espirituosidade das guitarras – sempre as guitarras, de riff em riff.
Confesso; chega a ser comovente, como a jovem banda lisboeta consegue com uma subtileza de enaltecer, fazer as canções esvoaçar, livres, com simplicidade, agilidade, com modernidade. Quase sem se expandirem para territórios mais agitados, preferindo quase sempre cenários mais suaves, os Pinhead Society marcaram uma época – ainda próxima – com o seu rock melódico, melancólico e sedutor, denotando desde logo, este disco, uma coesão estrutural apreciável – uma referência especial para a belíssima orquestralidade de “A Cockle in the Shell”; sem esquecer também “Long Distance Callers”. Eléctrico.
Criativa ingenuidade a desta juventude…Pinhead Society. Estiveram quase, fica a recordação.
(Rui Dinis, A Trompa – http://a-trompa.net)

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