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Não, eu não me enganei a escrever – nem vocês a ler.
São mesmo os Pinhead Society ao vivo, aos oito dias do mês de agosto, decorria o ano de mil novecentos e noventa e oito.

Foi na segunda edição do Festival do Sudoeste e, nesta altura o quarteto de Lisboa era um fenómeno incrível de popularidade no circuito indie nacional.
Eram dois rapazes e duas raparigas (Mariana Ricardo na voz e guitarra, Joana de Sá no baixo, Nuno Pessoa na bateria e André Ferreira na guitarra), todos menores e cedo se habituaram a pisar os grandes palcos dos grandes festivais.
Este é um exemplo do que referi. Trata-se da gravação integral deste concerto (não, não vou dizer como tive acesso… mas foi fácil) de 50 minutos.
Querem ouvir o concerto? Mesmo?
O Sinfonias de Aço é mais que um irmão mais velho que vos rouba as namoradas – é vosso amigo.

Os temas incluídos neste concerto são os seguintes:
1. Intro (6:47)
2. We Feel Top (3:33)
3. Heaven Must Be Boring Because We Can’t Discuss Literature (4:24)
4. My Lovely Telephone (2:45)
5. The Booze (4:04)
6. Long Distance Callers (6:45)
7. Go Home (3:04)
8. Story Game (3:32)
9. Hi Mrs. Sparks (5:21)
10. Car Crash Experience (5:06)
11. The Grown Up People’s Knowledge And All The Damage It Can Cause (4:23)



Sobre os Pinhead Society:
A magia do espírito indígena está de regresso à trompa…lá do fim da década de 90.
Para reavivar esse espírito, inclinei-me para “Kings of our Size”, uma pequena doçura desse Portugal perdido pelo fim do milénio; disco perdido algures entre as edições do ano de 1998 – perdido não, certamente. Corre-se “Kings of our Size” de uma ponta à outra e o sentimento de surpresa, com tamanha sinceridade, tamanha ingenuidade provocada por uma juventude cheia de vontade e sangue na guelra, é indesfarçável: bons momentos com Pinhead Society.
De existência meteórica como tantos outros projectos da moderna música portuguesa, os Pinhead Society foram – infelizmente – pouco mais do que um ar que se lhes deu; cheio, intenso, promissor, do nascimento à edição, daí à extinção, quase sem se dar por ela…
Apenas com este álbum editado (mais uma cassete pela Bee Keeper e o CD-S da caixa “Tripop”, repartida com os Azul em Chamas e os Monsterpiece – pelo menos), os Pinhead Society conseguiram criar o burburinho suficiente capaz de lhes conferir por momentos a auréola de salvadores da via indígena do rock alternativo luso. Tinham razão; mas também se enganaram, a pressão pareceu demasiada. Ainda assim, Mariana Ricardo (vocalista, guitarra, hoje nos München), Joana de Sá (baixo), Nuno Pessoa (bateria) e André Ferreira (guitarra), ofereceram-nos este fresco e marcante “Kings of our Size”, um disco capaz de dar ao rock alternativo uma cor pop, arrastando consigo um conjunto de melodias simpaticamente apaixonantes, serenamente acamadas na espirituosidade das guitarras – sempre as guitarras, de riff em riff.
Confesso; chega a ser comovente, como a jovem banda lisboeta consegue com uma subtileza de enaltecer, fazer as canções esvoaçar, livres, com simplicidade, agilidade, com modernidade. Quase sem se expandirem para territórios mais agitados, preferindo quase sempre cenários mais suaves, os Pinhead Society marcaram uma época – ainda próxima – com o seu rock melódico, melancólico e sedutor, denotando desde logo, este disco, uma coesão estrutural apreciável – uma referência especial para a belíssima orquestralidade de “A Cockle in the Shell”; sem esquecer também “Long Distance Callers”. Eléctrico.
Criativa ingenuidade a desta juventude…Pinhead Society. Estiveram quase, fica a recordação.
(Rui Dinis, A Trompa – http://a-trompa.net)

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