Depois de terem tocado em diversos palcos do país e de Espanha, feito a primeira parte de bandas como The Outcasts, Menace, The Neuras, The Interrupters e The Fadeaways, os The Pages foram a estúdio.
We Are The Pages! é o álbum de estreia da banda, depois do split álbum de 2024 com a banda sevilhana The Neuras.
Este disco é um disco de afirmação. Mostra a simplicidade, o encanto e o encantamento do Mod Revival conjugado com o Powerpop com leves rasgos de ska punk.
São 12 canções que desfilam em pouco mais de 35 minutos. Voz, guitarra, baixo, bateria e uns apontamentos de trompete, revestem a alma do disco e revelam a da banda, tal como o fascínio pelo Revival. É como viver 1979 em 2025! Se fecharem os olhos, conseguem ir até ao passado e, no meio de um concerto dos The Pages, se os abrirem, também!
We Are The Pages, teve como single de avanço “Ordinary Love” e saiu no dia 30 de Maio de 2025 com o selo da Lux Records. Teve apresentação no dia 31 na Blackbox do Cineteatro Ginásio Clube de Corroios na companhia dos The Neuras.
We Are The Pages! We Are The Mods!
BIOGRAFIA
Os The Pages são o Philip Page na voz, Stephon Page na voz e guitarra, Peter Page no baixo e Casper Page na bateria. Nasceram em fevereiro de 2023 e foram inicialmente pensados para homenagear os Secret Affair, criando para o efeito um estilo dentro do conceito Mod Revival/Power Pop.
Em Maio de 2023 editaram o seu primeiro single “God Save The President” que foi incluído na compilação This Is Camouflage Records 20, tendo-se estreado ao vivo a 11 de Novembro de 2023 no Cine Teatro de Corroios com Maloio e os escoceses The Outcasts.
Sempre com o revivalismo demarcado, os The Pages trazem o estilo Mod aos palcos de Portugal, mantendo-o bem vivo.
No dia 1 de Abril de 2024 foi editado um split LP com a banda sevilhana do Revival, The Neuras, tendo como antecipação o single “Circle of Life“ que saiu no dia 28 de Fevereiro.
Contou com o selo da Lux Records.
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The Pages soam e voam que nem uma manilha contra o às de espadas sobre uma mesa do Café Central. Almada, alma e epicentro, de onde os The Pages disparam na direcção do conformismo e indiferença.
Velocistas em 50cc dos ritmos modernistas, o grupo, é composto por Peter Page, faroleiro afoito que fez do Mod o seu ponto de luz. Médio polivalente, distribuidor de pulsações, fruto do domínio exímio das 4 cordas, sempre vestiu a camisola 64. Dizem os mais velhos que é o seu número da sorte. Azul a sua cor favorita. Solistas como Kenny Dorham muito ajudaram Peter Page a degustar os seus Verões.
Do outro lado da mesa temos Stephon Page, outro jogador de eleição da bisca, conhecido pelo seu gesto mecânico de afastar a melena em momentos de maior tensão. Debaixo da manga tem sempre um seis de copas, sempre rápido e ágil a engatilhar as melhores melodias com a sua guitarra. Só não lhe ofereçam copos de absinto, a história é longa, mas resumindo, Stephon desde os 15 anos que é intolerante a essa bebida, e a causa não é o funcho mas sim de uma aposta que fez com o pessoal da rua e que correu mal.
No fundo da sala a dar as suas tacadas na mesa de snooker está Casper Page, domador de peles e pedais, como quem diz tocador de bateria. Em adolescente chegou a ingressar no temido gang do "Billy de Alfeite", mas cedo percebeu que os purple hearts que emborcava com brandy do Feijó martelado não o levavam a bons portos. Além da rebeldia, Casper era conhecido por se apaixonar por amores impossíveis. Jesamine de seu nome, foi uma paixão assolapada que se ficou pelos grafitis nas mesas da sala de aula. E muito cantou ele o "Be my Baby" das Ronettes, mas Jesamine era dura de ouvido e só prestava atenção às baladas cabeludas dos Van Halen ou dos Foreigner. Qualquer semelhança com a Jesamine cantada pelos Squire é pura ficção.
O fumo espesso dos SG Ventil e Português Suave quase que ofuscava o último Page, Phill. Pausado, mas sem nunca perder o tino, passa por betinho, mas a sua voz grave e colocada é uma arma. Da sua voz ecoam os hinos dos The Pages para uma juventude inquieta e soberba. Foi o melhor aluno da sua turma em solfejo, pergaminho que ainda hoje é servido de bandeja nos jantares de família ou em outras efemérides. Das muitas situações caricatas vividas por Phil Page, a mais inusitada foi a que aconteceu, na Cova da Piedade onde foi confunido com o inspector Phil Marlowe. A confusão dissipou-se em poucos segundos, porque a loira que lhe segurava o braço não era Bacall mas sim uma tal de Anne Francis.
Na estereofonia ouve-se "Part Time Punks", o pessoal deixa os seus afazeres e segue o ritmo desprendido para a pista do Café Central, é tempo para dançar e viver o momento. A noite mal começou em Almada.
(texto de André Nascimento aka Merton)
The Pages
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©2025 Lux Records (LUXLP145)
The Pages:
Philip Page: voz
Stephon Page: guitarra e voz
Peter Page: baixo
Casper Page: bateria
Gravado e msiturado em 3 dias, 11, 17 e 18 de Janeiro de 2025, no estúdio Ponto Zurca, em Almada
Produzido por The Pages e Sérgio Milhano
Masterizado por João Rui
Todos os temas por The Pages
Música: The Pages
Letras: Philip Page e Stephon Page excepto "I Can't Grow Peaches on a Cherry (The Browns) e "Part Time Punks" (Television Personalities)
Fotos da capa: Rui Simões
Fotos interiores: Tiago Soares
https://www.facebook.com/LuxRecordsCoimbra/
Lado A
1. Head On Fire (The Pages) (2:34)
2. Ordinary Love (The Pages) (3:36)
3. Mr. Speaker (The Pages) (3:51)
4. I Can't Grow Peaces On A Tree (The Browns) (2:24)
5. So Fine (The Pages) (2:15)
6. Mod Lovers (The Pages) (3:51)
Lado B
1. Strong Enough (The Pages) (2:38)
2. All Eyes On Me (The Pages) (2;45)
3. Behind The Curtain (The Pages) (2:24)
4. Teenage Rebels (The Pages) (2:55)
5. Honest Truth (The Pages) (2:14)
6. Part Time Punks (Television Personalities) (3:51)























